
PROAP vence concurso do projecto para quarteirão da Grande Bicocca, integrando equipa coordenada pelo Arq. Sergio Pascolo. O concurso limitado promovido pela Pirelli Real Estate tinha como objectivo a selecção da melhor proposta e equipa projectista para o projecto de um inteiro quarteirão, pensado, no Plano Gregotti, dos anos 80, como uma nova centralidade para a Bicocca e para a Milão metropolitana. O projecto é constituído por 49.500m2 de habitação, 5.000m2 de serviços e pequeno comércio e um parque verde central com 30.000m2 de que a PROAP assume a responsabilidade projectual.
A proposta parte da constituição de um bordo perimetral construído, elemento protector relativamente a um contexto de escala pouco confortável, relacionando-se com os fluxos pedonais exteriores em pontos precisos, albergando comércio e serviços - deste embasamento emergem as oito torres de habitação. Esta organização permite a maximização da área de espaço público interno no qual se estabelece uma nova topografia que é tanto simbólica como efectivamente actuante em termos da caracterização e definição de uma nova condição de lugar. Esta nova topografia faz a definição de uma matriz contínua que integra e unifica, de forma consistente, sobre um mesmo chão, um conjunto amplo de vivências e funcionalidades, estabelecendo, simultaneamente, ligações, relações, com a envolvente contextual.
A proposta procura uma nova perspectiva de espaço público, na transposição e adaptação de uma tipologia que corresponde, tradicionalmente, a uma pausa na cidade, a ausência e vazio de cidade, para uma situação em que a urbanização se define a partir desta matriz – por oposição ao mecanismo de terraplenagem em que as zonas verdes são descontinuidades na malha construída, no presente caso, o solo moldado e colinar constitui o elemento que induz uma expressão de vivência urbana superior.
Fazendo parte integrante deste sistema de continuidade verde, emerge uma estrutura de circulações formalmente identificável, percursos bem definidos, capazes de servirem confortavelmente as necessidades de acessos ao edificado e fortemente articulados com o sistema de mobilidade da envolvente. Mais do que uma rede de percursos, este sistema constitui um plano fundamental na estratificação global, um layer autónomo de leitura e de apropriação do espaço – nível de referência topográfica, relativamente ao qual se torna mais expressiva a leitura do movimento colinar.
Sites relacionados:
http://www.pirellire.com/homepage/index.asp
http://www.sergiopascolo.it/default.asp?pageID=2,0,0,0
